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O imigrante precisa pensar
Março 12, 2007, 11:05 pm
Arquivado em: Artigos

  Autor: Josimar Salum 12 03 07 (*) 

É dificil compreender a dinâmica dos processos sociais da comunidade brasileira nesta cultura americana.  

A grande maioria dos brasileiros vive fechada em guetos: as comunidades eclesiásticas, os clubes noturnos, os times de futebol, as redes de televisão, as rádios e os jornais brasileiros, os piqueniques em parques e os encontros de fins de semana de famíliares e amigos. 

A típica família brasileira encontrou aqui o sustento e o recurso para viabilizar seus sonhos, apesar de viver ilhada entre fronteiras culturais e sociais da realidade e sociedade americanas. 

Os milhares de “desintegrados” – solteiros, casados, divorciados, cônjuges que deixaram seus pares no Brasil, jovens e adultos sem conta encontram aqui o recurso para viabilizarem os seus sonhos em detrimento do sustento que é na verdade, uma alimentação sadia, moradia descente e confortável, convívio dos familiares (ver os filhos crescerem), lazer, estudos, etc. 

A sociedade americana recusa-se a absorver este povo valente e sofrido porque é plena de “desintegrados.” De fato, os problemas de uma comunidade imigrante por si só a distinguem dos nativos da terra. Por isto, quando os problemas dos nativos se tornam os nossos problemas é que passamos a possuir em vez de ser possuídos, a liderar em vez de ser liderados, a viver ao invés de conviver e a existir em vez de viver na sombra. 

As centenas de famílias impactadas pela prisão dos imigrantes de New Bedford refletem uma realidade cruel que a sociedade americana quase na sua totalidade ignora, pois lêem a notícia simplesmente desta forma: “Um bando de transgressores da lei foram presos.”  

Por outro lado, a comunidade imigrante solidariza-se por empatia pois é a sua própria história, os filhos e filhas que ficaram em casa chorando, as mulheres amedrontadas pela insegurança e as famílias divididas. A prisão justificada sob o ponto de vista da lei tem consequências desumanas. 

A lei precisa ser cumprida, e se assim for, milhões de imigrantes terão que ser deportados. Como isto é impraticável, gera-se aqui uma situação de hipocrisia e de uma injustiça descomunal. A mesma hipocrisia histórica que proibe o imigrante de trabalhar legitimamente, mas já que trabalha conceda-se a ele o “ITIN” para pagar seus impostos.  

Há ainda brasileiro que discute consigo que “se me derem a legalização passo a pagar meus impostos, se não, vou embora quando quiser, se não me pegarem.” Vive-se a “ilegalidade” em todo o seu potencial. É preciso mudar de mentalidade.  

Primeiro, precisamos dar a volta e parar simplesmente de reagir a todos os acontecimentos.  Ainda que tenhamos que solidariamente reagir, o curso a seguir é a liderança no debate e a união gerando representatividade para mudar a fonte dos problemas do imigrante. A maior fonte dos problemas imigratórios é a Lei. A Lei precisa ser mudada. 

Segundo, se não assumirmos e não nos solidarizarmos com os problemas da sociedade americana, se estes não se tornarem os nossos problemas, continuaremos vivendo a mentalidade da minoria. A maioria concede algumas benesses à minoria numa relação subserviente que rouba a identidade e a dignidade de nossa gente. A minoria é o apêndice da sociedade. Basta. É preciso ser e pensar como o corpo. 

Terceiro, nossos filhos estão liderando naturalmente esta mudança de comportamento social neste êxodo até a sua chegada final. Muita gente ainda continua até hoje imigrando nos seus comportamentos, pensamentos e atitudes. Basta. A integração à sociedade americana levará nossa gente a sair da alienação para uma participação em sua vida cotidiana com possibilidades grandes de influenciarmos na cultura e no pensamento. Ao contrário, por exemplo, as igrejas que insistirem em continuar com seus “cultos brasileiros” deixarão de existir em poucas décadas. É preciso mesclar nossas culturas. É preciso deixar de pensar e ser só brasileiro. 

Quarto, as associações comunitárias e as igrejas precisam liderar este processo de integração. Um exemplo negativo foi o episódio da “bandeira brasileira aviltada por um cidadão de Marlboro.” A reação da comunidade brasileira foi irracional. Precisamos debater problemas tangíveis e não simbolismos. Ao condenar a atitude do cidadão, condenamos juntos nosso direito de liberdade de expressão. Basta. Bandeiras americanas foram queimadas nos últimos dias nas ruas brasileiras em protesto à visita do Presidente Bush. Queima-se bandeiras, mas não se pode queimar a honra, a integridade, a história e a vida de uma nação. 

E por último, é preciso ter a capacidade para pensar como americano. É preciso, pensando como um americano, descobrir como vamos construir pontes para que nossos pensamentos se encontrem e gerem soluções de convivência para todos. Pensemos, pois, o bem comum numa relação de amizade, de compreensão mútua e de construção de uma sociedade melhor. 

É ordem divina: “E procurai a paz da cidade, para a qual fiz que fôsseis levados cativos, e orai por ela ao Senhor: porque na sua paz vós tereis paz.” A Paz vem quando a Justiça é estabelecida. Oremos pois pela Paz, mas além de orar, trabalhemos e lutemos pela Justiça. 

Josimar Salum é diretor executivo do BMNET – Brazilian Ministers Network (www.bmnet.org & www.bmnetblog.wordpress.com) e Diretor do Greater Revival Ministries (www.jsalum.blogspot.com)



Sobre a mesa: Os desafios da comunidade brasileira nos Estados Unidos
Março 12, 2007, 11:03 pm
Arquivado em: Artigos

Autor: Josimar Salum (*)

 É urgente e necessária a participação das lideranças comunitárias brasileiras e de todos os cidadãos na discussão, no debate e na busca de soluções para os desafios e problemas da comunidade brasileira dentro da sociedade americana.

Entendo que estamos vivendo um momento muito delicado em relação a comunidade brasileira, à luz das conversações que tenho tido com seguimentos diversos e à luz de acontecimentos recentes.

São assuntos da maior importância que não podem ser mais ignorados por nenhum de nós.

A comunidade brasileira nos Estados Unidos vive em um momento de transição:

1. da “ilegalidade para a legalidade”;
2. da percepção tangível do impacto de sua presença numérica notável nas cidades americanas;
3. da necessidade de sua presença participativa saudável e responsável nos Estados Unidos, como condição “sine qua non” de sua própria sobrevivência;
4. E, da possibilidade, cada vez maior, de se tornar uma atração negativa na mídia e entre as autoridades americanas, devido aos problemas sociais a ela concernentes.

Alguns pontos devem chamar a nossa atenção imediata para debates, foruns, seminários, e quem sabe como pontos a serem discutidos em um grande congresso da comunidade brasileira nos Estados Unidos com todos os seguimentos da sociedade.

Sim, é exatamente isto que desejo propor: um Congresso Nacional para debatermos a comunidade brasileira dentro dos Estados Unidos.

1 – Criminalidade, especialmente, em relação às drogas.

Jovens brasileiros estão envolvidos cada vez mais em maior número com o furto e o tráfico de drogas:

 Isto tem relação direta com o acesso à educação, à instabilidade das relações familiares e o acesso ao emprego legítimo e ao nível de remuneração do mesmo.

 Tem relação direta com a prática mística e espiritualista de muitos seguimentos religiosos (entre os evangélicos, inclusive) que dissociam o indíviduo da realidade social para uma vida de contemplação e inércia.

 É resultado da aculturação e/ou formação cultural das crianças e adolescentes brasileiros dentro da sociedade americana.

Urge-se criar mecanismos de incentivo para esta geração brilhante de jovens que vai despontar na sociedade americana nos próximos anos, como os melhores em vários níveis de atuação: na cultura, na economia, nas artes, no Governo, na educação, nas igrejas e comunidades, etc.

2 – Violência doméstica, principalmente contra a mulher.

3- A questão econômica, especialmente ao que diz respeito ao financiamento da casa própria.

Juros exorbitantes foram cobrados e “altos pontos praticados (comissão)” no fechamento dos contratos por agentes financeiros ambiciosos. Brasileiros inescrupulosos abusaram da comunidade desinformada, que sonhava com a casa própria e agora está escravizada ao pagamento mensal insuportável do “mortgage.”

As consequências já estão sendo sentidas em centenas de famílias que estão sendo desalojadas, por não terem condições de fazerem os pagamentos mensais.

A questão econômica é porém mais abrangente, pois tem a ver com o conhecimento do jogo do sistema financeiro do país, cuja ignorância pulveriza os ganhos desta comunidade trabalhadora que necessita conhecer bem os mecanismos de investimentos em uma economia cada vez mais globalizada.

É notável o salto da qualidade econômica da comunidade brasileira onde milhares estão deixando de ser empregados para serem empregadores, com o despontar de centenas de empresas e empreendimentos brasileiros nos mais variados ramos do mercado.

Por isto, urge-se a criação de mecanismos de associação destes empresários para planejamento estratégico, network, troca de informações e representação e influência no campo da representatividade política.

4 – A questão da Saúde.

Somente para dar alguns exemplos mais alarmantes:

 AIDS é um problema serísssimo entre os brasileiros.

 O número de abortos entre as jovens brasileiras tem os níveis da sociedade americana se não pior.

 A questão da depressão vai além da média da sociedade americana.

A carência de assistência médica e odontológica é extremamente grande, e principalmente, no que concerne à saúde preventiva.

A grande maioria dos brasileiros não têm seguro-saúde e não fazem nenhum planejamento adequado de previdência nem nos Estados Unidos muito menos no Brasil.

A demanda de investimentos financeiros do Estado para atender aos brasileiros vai começar a ser percebida – se ainda não foi – e precisamos mostrar que a comunidade brasileira tem a sua contribuição tributária para contrapor a esta demanda.

Eu calculo que só em um centro de saúde no Estado de Massachusetts mais de 10 milhões de dólares são gastos atendendo brasileiros. Mas não temos pesquisas nem estudos que mostrem a contribuição tributária dos brasileiros para justificar estes investimentos do Estado.

5 – A falta de informação da comunidade no que diz respeito aos direitos e as responsabilidades do cidadão.

As relações comunitárias são muito conflitantes e extremamente competitivas.

Esta competição “burra” em todos os níveis:

1. tem gerado a diminuição dos ganhos salariais, pois serviços na área de construção, por exemplo, são oferecidos a preços cada vez menores sem levar em conta a carga tributário e social, como o seguro do empregado (worker’s compensation);

2. tem promovido o isolamento das comunidades em “guetos” – sendo as igrejas a maior expressão deles, pois isolam os brasileiros dentro de seu contexto cultural, denominacional e religioso sem promover participação na sociedade americana;

3. tem culturalmente contribuído para a perpetuação do “complexo brasileiro” de dar jeitinho para tudo, levar vantagem em tudo e o sonho fictício de ganhar dinheiro rápido em três, quatro anos no máximo para curtir o resto da vida.

A questão do emprego, da prática dos salários, da participação empresarial, da dependência dos órgãos de assistência social e os meios legais para a libertação da “marginalidade” no que se refere às leis imigratórias precisam ser tratadas pelas associações comunitárias, pelos consulados brasileiros e pelas igrejas.

Os consulados brasileiros precisam deixar de serem apenas prestadores de serviços para tornarem-se mais conscientizadores dos brasileiros e mais agentes mobilizadores desta interrelação Brasil / Estados Unidos no que diz respeito aos brasileiros que vivem aqui.

As igrejas precisam entender seu papel social desenvolvendo a partir de uma teologia holística mecanismos de participação comunitária. De fato, a intelecção e a proclamação do Evangelho do Reino leva igrejas a diminuírem suas características como entidades religiosas para a tornarem-se mais em agentes de transformação social.

As associações como elementos aglutinadores e de organização aumentarão em número dentro da comunidade brasileira e os mecanismos de prestação de contas que se desenvolverão em suas estruturas inibirão os charlatões, aproveitadores e defensores de causas próprias.

6 – A mobilização dos cidadãos americanos de origem brasileira.

Os brasileiros precisamos de forma organizada e representativa participarmos dos processos eleitorais nas suas cidades, nos Estados e a nível nacional.

O aprendizado da língua inglesa tem atingido cada vez mais maior número de brasileiros promovendo uma integração maior de indíviduos dentro do cenário americano, não obstante o desserviço que as redes de televisão brasileiras nos Estados Unidos causam à população quanto a isto.

A programação destas redes traria sua contribuição se fossem voltadas para a realidade americana onde a comunidade brasileira está inserida e não como uma mera repeditora do Brasil.

Quanto ao reconhecimento dos brasileiros na sociedade americana não é incomum vermos crianças, adolescentes e jovens brasileiros ganhando os primeiros lugares em concursos na Escola e também bolsas para as universidades devido ao seu desempenho brilhante na educação e na prática de esportes.

Muitas destas crianças, adolescentes e jovens de hoje em pouco tempo serão os novos prefeitos, juízes, deputados e senadores da República.

Pergunto: Já teria nascido ou já estaria vivendo entre os brasileiros algum futuro Presidente americano de origem brasileira? Não duvido disto!

7 – As práticas de arrecadação de dinheiro feitas através dos meios de comunicação, principalmente por alguns “radio-evangelistas” – seus meios, os argumentos, as razões, as intenções, os métodos, etc.

Estas práticas cada vez mais frequentes e agressivas vão atrair a atenção das autoridades policiais do Estado, porque são manipulativas, exageradas, persistentes e a maioria ilegais.

A comunidade brasileira não pode esquecer dos últimos esquemas financeiros que estampou a todos nós nas manchetes dos jornais americanos.

Ao invés de ignorarmos todos estes temas e ao invés de partirmos para uma defesa emocional de nossas posições e opniões, precisamos sentar e debater seriamente todos estes assuntos com responsabilidade e altruísmo, porque os brasileiros chegaram nos Estados Unidos e cresceram em número para ficar.

Porque nada podemos contra a Verdade, senão pela Verdade!

Fevereiro/2007

(*) Josimar Salum é Diretor Executivo do BMNET – Brazilian Ministers Network e Greater Revival Ministries.



Pastores e líderes fundaram em Outubro de 2004 organização inédita nos Estados Unidos
Março 9, 2007, 8:55 pm
Arquivado em: Notícias

No dia 5 de outubro de 2.004, dezenas de pastores e pastoras fundaram, o BMNET – Brazilian Ministers Network (NetworkBrasileira de Ministros), com a visão de prover assistência para ministros (as) do Evangelho e suas famílias com atividades e recursos relacionados à educação, saúde, esportes e cultura; nutrir a vida cristã dos ministros (as) visando a preservação de sua integridade física, social, moral e espiritual; buscar meios para enriquecer e preservar a excelência do ministério cristão e promover para os (as) membros oportunidades de comunhão, amizade, suporte e cobertura mútuos. 

Depois que o Conselho de Pastores da Nova Inglaterra cumpriu o seu papel e se extinguiu, tendo servido com relevância a comunidade eclesiástica em uma época distinta da atual, uma das maiores necessidades para os pastores, segundo o Pr. Josimar Salum, era a fundação de uma nova organização.  “A Igreja entre os brasileiros na Nova Inglaterra, em particular, ainda vive em seus primérios estágios, crescendo ano após ano em maturidade, mas a comunidade em geral tem necessidades bem maduras e uma delas é a de uma instituição de cunho eclesiástico, que oficialmente possa ser uma voz para promover justiça social para os brasileiros, particularmente, nas questões de imigração e “driver’s license”. O BMNET irá servir para isto”, declara Pr. Salum, Diretor Executivo.

De acordo com o Pr. Elias Monteiro, (Chairperson) existe um movimento em Framingham anti-imigrante que atua abertamente contra os brasileiros particularmente. “Diante das autoridades e da mídia americanas, nós brasileiros, que em Massachusetts chegamos a trezentas mil pessoas, não existimos como comunidade. Por isto temos aberto mão de nosso individualismo, e independente de nossas denominações temos nos reunido com um amor sacrificial pelos nossos irmãos brasileiros. Com este espírito fundamos o BMNET”, conclui.   Foi a partir da experiência de estarem reunindo-se, desde o início do ano, em diferentes igrejas, toda a primeira terça feira do mês, para tomar café, orar, adorar a Deus e compartilhar a Palavra juntos, e desenvolver relacionamentos numa comunhão cada vez mais crescente que o BMNET, foi fundado. “A Unidade não deve ser nosso alvo ou objetivo primários. Quero dizer, quando nos esforçamos para ter comunhão e desenvolver comunicação uns com os outros, a Unidade manifesta-se naturalmente. A Bíblia diz que a Unidade já existe e o que carecemos é de esforço grande para mantê-la. Mantem-se a Unidade desenvolvendo amizade e comunhão uns com os outros e é exatamente isto que temos procurado desenvolver”, analisa Pr. Salum.  A criação do BMNET para o Pr. Marcos Nogueira, Diretor de Comunicações, representa “a realização de um sonho de ter um meio para promover a união dos pastores e pastoras, e por conseguinte, a união das Igrejas para manifestar o Reino de Deus.” Ele completa, “quando o nosso coração é um com Deus e com os irmãos não haverá restrições em tudo o que intentarmos fazer. 

Para o Pr. Jay Moura “o BMNET representa um passo avançado para a quebra do individualismo solitário, em que viviam os pastores brasileiros imigrantes na América. É também uma resposta das orações dos milhares de crentes que aguardavam a união entre irmãos de fé, lavados pelo mesmo sangue do Cordeiro Jesus Cristo.” E sem dúvida, ‘acrescenta’, é uma conquista de bandeirantes da unidade cristã, que de forma perserante, colocaram os interesses do Reino de Deus acima dos seus próprios”. 

Pra Geralda Sampaio (membro do Board of Directors) pensa da seguinte maneira: “Desde o Antigo Testamento Deus sempre reconheceu o ministério da mulher, porque Deus não faz acepção de pessoas. Débora é um dos exemplos. É evidente na Bíblia que Deus colocou o homem como cabeça, mas debaixo de cobertura a mulher exerce o chamado que o próprio Deus tem para ela.” O BMNET, conclui a pastora, “vai ajudar a mostrar que a mulher tem condições de trabalhar ao lado do homem, sem sofrer nenhuma discriminação.” 

Nesta mesma linha, o Pr. Nolberto Celedon (Secretário Executivo) vê o encontro mensal dos pastores, como uma oportunidade para edificação mútua, e uma abertura para consolidar a Igreja entre os brasileiros de nossa região. Ele acredita que “nestes encontros estamos promovendo um melhoramento em nossos relacionamentos, e assim sendo, especialmente no que diz respeito à ética ministerial.” 

Para o Pr. Cairo Marques, (membro do Board of Directors) a criação do BMNET como um grande avanço na procura de uma unidade entre os pastores. “Temos uma história de muitos anos em torno de iniciativas pela Unidade, porém a proposta do BMNET está baseada na comunhão e no estímulo mútuos. É uma proposta oposta ao que já vivemos no passado. Aqui não se propõe controlar ou examinar o passado, mas apenas a verificação da prova do que se é perante Deus hoje.”